15 de jul de 2015

Meu maldito dia

Sexta feira, 10 de Agosto de 2015.

Hoje nada deu certo pra mim. O céu amanheceu nublado e a chuva caiu antes que eu pudesse encontrar abrigo. Passei a manhã fitando as gotas que escorriam pela janela do prédio e imaginando o que faria daqui pra frente. Há 9 meses, decidi que era hora de partir, sair daquela cidade pacata e vir atrás de um recomeço. Acabei perdendo meus pais em um acidente de carro, numa tentativa frustrada de me levarem de volta pra casa. E sim, a culpa disso era minha e da minha teimosia em achar que vindo atrás da minha ex noiva, eu teria todos os problemas resolvidos. Antes do relógio marcar 17h, meu colega de quarto perdeu a paciência com a minha bagunça e me ligou dizendo que estava deixando a chave embaixo do tapete na entrada do meu apartamento no centro de Belo Horizonte. Dali de cima, da janela do terceiro andar, eu enxergava um restaurante no meio da praça. Pude ver quando um casal se sentou na mesa, próximo a sombra da árvore. Vi quando o cara pegou as mãos da moça, olhou nos olhos dela e sorriu. Em menos de 20 segundos ele já estava ajoelhado, abrindo uma caixinha vermelha de veludo com alguma coisa brilhante que logo foi parar no dedo anelar da moça. As pessoas em volta batiam palmas enquanto a noiva sorria entre lágrimas e beijava seu futuro marido com um carinho que já havia visto igual. É, meu dia foi péssimo, mas 7 bilhões de pessoas tiveram experiências diferentes da minha hoje.

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